
Durante os anos 1930, apesar da influência exercida pelo samba carioca naquilo que se fazia em São Paulo, ainda existia certa divisão de espaço com o samba produzido na terra da garoa, com destaque para a produção do caipira Raul Torres.
Uma das músicas de maior sucesso na época foi "A cuíca está roncando" que, em 1935, causou alarde no carnaval paulistano e, em 1962, voltou a ser gravada pelo gaúcho Caco Velho. Além desse, outro samba paulista que fez sucesso nos anos 1930 foi "Bambas da Barra Funda", gravada por Januário França. O compositor desta obra era Henrique Costa - quem provavelmente tornou-se o saudoso Henricão, um dos principais nomes das raízes do samba da paulicéia.
Bastante diferentes entre si e daquilo que se fazia no Rio de Janeiro, os sambas paulistas da época possuíam em comum a sua base harmônica e rítmica, a qual era calcada em melodias de violões e violas caipiras. Diferentemente do que se observa atualmente, nesse período, era rara a utilização de instrumentos de percussão no samba.
Posteriormente, mesmo com a falta de características em comum, as manifestações populares paulistas foram classificadas no mesmo balaio como "samba-rural", denominação que não vingou por muito tempo.
Na verdade, "samba", em São Paulo, passou a ser entendido como sendo o "samba-de-bumbo" da popular festa de Bom Jesus de Pirapora. Contudo, o surgimento do samba não acontece nessa manifestação, uma vez que já existia o ritmo na maioria das cidades do estado antes da comemoração ganhar corpo.
A importância de Pirapora reside no fato de que, lá, reuniam-se diversos tipos de samba, devido à presença maciça de romeiros ligados ao ritmo. Essa junção também era possível, pois, na época, as pessoas eram mais religiosas do que atualmente, o que garantia a presença de muitos dos grandes nomes do samba paulista nesse tipo de comemoração.
Uma das músicas de maior sucesso na época foi "A cuíca está roncando" que, em 1935, causou alarde no carnaval paulistano e, em 1962, voltou a ser gravada pelo gaúcho Caco Velho. Além desse, outro samba paulista que fez sucesso nos anos 1930 foi "Bambas da Barra Funda", gravada por Januário França. O compositor desta obra era Henrique Costa - quem provavelmente tornou-se o saudoso Henricão, um dos principais nomes das raízes do samba da paulicéia.
Bastante diferentes entre si e daquilo que se fazia no Rio de Janeiro, os sambas paulistas da época possuíam em comum a sua base harmônica e rítmica, a qual era calcada em melodias de violões e violas caipiras. Diferentemente do que se observa atualmente, nesse período, era rara a utilização de instrumentos de percussão no samba.
Posteriormente, mesmo com a falta de características em comum, as manifestações populares paulistas foram classificadas no mesmo balaio como "samba-rural", denominação que não vingou por muito tempo.
Na verdade, "samba", em São Paulo, passou a ser entendido como sendo o "samba-de-bumbo" da popular festa de Bom Jesus de Pirapora. Contudo, o surgimento do samba não acontece nessa manifestação, uma vez que já existia o ritmo na maioria das cidades do estado antes da comemoração ganhar corpo.
A importância de Pirapora reside no fato de que, lá, reuniam-se diversos tipos de samba, devido à presença maciça de romeiros ligados ao ritmo. Essa junção também era possível, pois, na época, as pessoas eram mais religiosas do que atualmente, o que garantia a presença de muitos dos grandes nomes do samba paulista nesse tipo de comemoração.
Para as festividades íam batuqueiros de diversos tipos de samba como a Folia de Reis, a Festa do Divino, Cana Verde, e, principalmente, Congada, estilo muito rico em São Paulo. Mesmo com a presença de batuqueiros, na festa, fazia-se muita moda de viola, devido a forte presença de pessoas de Campinas, onde essa forma musical era comum.
Ainda que houvesse a convergência das várias vertentes do samba para Pirapora, por conta da característica religiosa da comemoração, algumas formas não eram aceitas pelos padres responsáveis, como, por exemplo, o jongo, a macumba e o candomblé. Contudo, muitos jongueiros participavam do evento.
Portanto, Pirapora influenciou o samba urbano com os seus bumbos e com a mistura dos estilos de se fazer o ritmo.
Ainda que houvesse a convergência das várias vertentes do samba para Pirapora, por conta da característica religiosa da comemoração, algumas formas não eram aceitas pelos padres responsáveis, como, por exemplo, o jongo, a macumba e o candomblé. Contudo, muitos jongueiros participavam do evento.
Portanto, Pirapora influenciou o samba urbano com os seus bumbos e com a mistura dos estilos de se fazer o ritmo.

E ainda hoje ouço falar que eu toco bumbo...
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